Guia de bolso: principais protocolos e regulações de rastreabilidade exigidos nos mercados globais

Introdução

A rastreabilidade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ocupar um papel central nas cadeias produtivas globais. Nos últimos anos, novas legislações, acordos comerciais, protocolos setoriais e exigências de grandes compradores vêm redesenhando a forma como empresas produzem, monitoram, documentam e comprovam a origem de seus produtos.

Mais do que atender a uma única norma, hoje as organizações precisam lidar com um ecossistema regulatório complexo, que envolve diferentes países, blocos econômicos, cadeias produtivas e níveis de exigências ambientais, sociais, sanitárias e comerciais.

Este guia de bolso foi criado para servir como uma referência prática e objetiva sobre os principais protocolos e regulações de rastreabilidade atualmente exigidos nos mercados globais, considerando as cadeias em que o Brasil e a América Latina têm forte atuação exportadora.

O objetivo não é esgotar o tema, mas oferecer uma visão clara, organizada e confiável sobre o cenário regulatório que já impacta o acesso a mercados internacionais.

Sumário

  1. Bovinos
  2. Frango
  3. Algodão / Têxtil
  4. Couro
  5. Grãos em geral
  6. Soja
  7. Cana-de-açúcar
  8. Madeira, papel e celulose

Como ler este guia

Os protocolos e regulações abaixo estão organizados por cadeia produtiva.
Para garantir objetividade e facilitar a leitura, utilizamos prioritariamente as siglas oficiais, acompanhadas do país, bloco econômico ou escopo de aplicação (global, regional ou multilateral).

Este guia contempla os principais mercados importadores e frameworks regulatórios relevantes, mas não substitui análises jurídicas ou regulatórias específicas por país, produto ou operação.

Protocolos e regulações por cadeia produtiva

  1. Bovinos

Blocos e legislações públicas

  • EUDR — União Europeia
  • SPS / TRACES — União Europeia
  • SFCR — Canadá
  • FSA / UKDD — Reino Unido
  • GACC – Decrees 248 & 249 — China
  • MFDS — Coreia do Sul
  • MAFF — Japão
  • Codex Alimentarius — FAO / WHO/ Global
  • WOAH (ex-OIE) — Global
  • ISO 22005 — Global
  • GS1 Standards — Global
  • Frango
  • SPS / TRACES — União Europeia
  • GACC – Decrees 248 & 249 — China
  • MFDS — Coreia do Sul
  • MAFF — Japão
  • SFCR / CFIA — Canadá
  • Codex Alimentarius — Global
  • ISO 22005 — Global
  • GS1 Standards — Global
  • Algodão / Têxtil
  • EUDR — União Europeia
  • CSDDD — União Europeia
  • CSRD — União Europeia
  • Supply Chain Due Diligence Act — Alemanha
  • UK Modern Slavery Act — Reino Unido
  • GACC — China
  • Better Cotton (BCI) — Global
  • OEKO-TEX® — Global
  • Textile Exchange — Global
  • GS1 Standards — Global
  • Couro
  • EUDR — União Europeia
  • CSDDD — União Europeia
  • UKDD — Reino Unido
  • GACC — China
  • LWG (Leather Working Group) — Global
  • ISO 14040 / ISO 14067 — Global
  • GS1 Standards — Global
  • Grãos em geral (milho, trigo, etc.)
  • EUDR — União Europeia
  • GACC — China
  • SPS — União Europeia
  • Codex Alimentarius — Global
  • ISCC — União Europeia / Global
  • ISO 22005 — Global
  • GS1 Standards — Global
  • Soja
  • EUDR — União Europeia
  • GACC — China
  • ISCC EU — União Europeia
  • RTRS — Global
  • ProTerra — Global
  • OECD Due Diligence Guidance — Global
  • Cana-de-açúcar
  • RenovaBio — Brasil
  • EUDR — União Europeia (em cadeias vinculadas a biocombustíveis)
  • ISCC PLUS — Global
  • Bonsucro — Global
  • ISO 14064 — Global
  • Madeira, papel e celulose
  • EUDR — União Europeia
  • FSC — Global
  • PEFC — Global
  • UKDD — Reino Unido
  • GACC — China
  • Lacey Act — Estados Unidos
  • ISO 38200 — Global

Conclusão

O cenário regulatório global deixa claro que rastreabilidade não é mais uma resposta pontual a exigências isoladas, mas sim um elemento estrutural para acesso, permanência e expansão em mercados internacionais.

Empresas que atuam em cadeias como proteína animal, fibras, grãos, couro, papel e celulose, dentre outras tão importantes, precisam estar preparadas para operar com múltiplos protocolos simultaneamente, garantindo consistência de dados, auditabilidade e transparência ao longo de toda a cadeia.

Mais do que atender normas, a rastreabilidade tornou-se um instrumento estratégico de gestão, mitigação de riscos e construção de credibilidade em um mercado cada vez mais exigente. Conte com a Ecotrace nesse movimento e veja como a rastreabilidade pode ser prática, integrada e confiável, apoiando decisões estratégicas em cadeias cada vez mais reguladas e conectadas.

Referências e fontes consultadas

  • Comissão Europeia — Regulamento EUDR
  • FAO / WHO — Codex Alimentarius
  • WOAH — World Organisation for Animal Health
  • GACC — General Administration of Customs of China
  • UK Government — Due Diligence & Modern Slavery Act
  • OECD — Due Diligence Guidance
  • ISO — International Organization for Standardization
  • GS1 Global Standards
  • FSC / PEFC / ISCC / Bonsucro / RTRS / LWG

Escrito em 08/01/2026.

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