Introdução
A rastreabilidade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ocupar um papel central nas cadeias produtivas globais. Nos últimos anos, novas legislações, acordos comerciais, protocolos setoriais e exigências de grandes compradores vêm redesenhando a forma como empresas produzem, monitoram, documentam e comprovam a origem de seus produtos.
Mais do que atender a uma única norma, hoje as organizações precisam lidar com um ecossistema regulatório complexo, que envolve diferentes países, blocos econômicos, cadeias produtivas e níveis de exigências ambientais, sociais, sanitárias e comerciais.
Este guia de bolso foi criado para servir como uma referência prática e objetiva sobre os principais protocolos e regulações de rastreabilidade atualmente exigidos nos mercados globais, considerando as cadeias em que o Brasil e a América Latina têm forte atuação exportadora.
O objetivo não é esgotar o tema, mas oferecer uma visão clara, organizada e confiável sobre o cenário regulatório que já impacta o acesso a mercados internacionais.
Sumário
- Bovinos
- Frango
- Algodão / Têxtil
- Couro
- Grãos em geral
- Soja
- Cana-de-açúcar
- Madeira, papel e celulose
Como ler este guia
Os protocolos e regulações abaixo estão organizados por cadeia produtiva.
Para garantir objetividade e facilitar a leitura, utilizamos prioritariamente as siglas oficiais, acompanhadas do país, bloco econômico ou escopo de aplicação (global, regional ou multilateral).
Este guia contempla os principais mercados importadores e frameworks regulatórios relevantes, mas não substitui análises jurídicas ou regulatórias específicas por país, produto ou operação.
Protocolos e regulações por cadeia produtiva
- Bovinos
Blocos e legislações públicas
- EUDR — União Europeia
- SPS / TRACES — União Europeia
- SFCR — Canadá
- FSA / UKDD — Reino Unido
- GACC – Decrees 248 & 249 — China
- MFDS — Coreia do Sul
- MAFF — Japão
- Codex Alimentarius — FAO / WHO/ Global
- WOAH (ex-OIE) — Global
- ISO 22005 — Global
- GS1 Standards — Global
- Frango
- SPS / TRACES — União Europeia
- GACC – Decrees 248 & 249 — China
- MFDS — Coreia do Sul
- MAFF — Japão
- SFCR / CFIA — Canadá
- Codex Alimentarius — Global
- ISO 22005 — Global
- GS1 Standards — Global
- Algodão / Têxtil
- EUDR — União Europeia
- CSDDD — União Europeia
- CSRD — União Europeia
- Supply Chain Due Diligence Act — Alemanha
- UK Modern Slavery Act — Reino Unido
- GACC — China
- Better Cotton (BCI) — Global
- OEKO-TEX® — Global
- Textile Exchange — Global
- GS1 Standards — Global
- Couro
- EUDR — União Europeia
- CSDDD — União Europeia
- UKDD — Reino Unido
- GACC — China
- LWG (Leather Working Group) — Global
- ISO 14040 / ISO 14067 — Global
- GS1 Standards — Global
- Grãos em geral (milho, trigo, etc.)
- EUDR — União Europeia
- GACC — China
- SPS — União Europeia
- Codex Alimentarius — Global
- ISCC — União Europeia / Global
- ISO 22005 — Global
- GS1 Standards — Global
- Soja
- EUDR — União Europeia
- GACC — China
- ISCC EU — União Europeia
- RTRS — Global
- ProTerra — Global
- OECD Due Diligence Guidance — Global
- Cana-de-açúcar
- RenovaBio — Brasil
- EUDR — União Europeia (em cadeias vinculadas a biocombustíveis)
- ISCC PLUS — Global
- Bonsucro — Global
- ISO 14064 — Global
- Madeira, papel e celulose
- EUDR — União Europeia
- FSC — Global
- PEFC — Global
- UKDD — Reino Unido
- GACC — China
- Lacey Act — Estados Unidos
- ISO 38200 — Global
Conclusão
O cenário regulatório global deixa claro que rastreabilidade não é mais uma resposta pontual a exigências isoladas, mas sim um elemento estrutural para acesso, permanência e expansão em mercados internacionais.
Empresas que atuam em cadeias como proteína animal, fibras, grãos, couro, papel e celulose, dentre outras tão importantes, precisam estar preparadas para operar com múltiplos protocolos simultaneamente, garantindo consistência de dados, auditabilidade e transparência ao longo de toda a cadeia.
Mais do que atender normas, a rastreabilidade tornou-se um instrumento estratégico de gestão, mitigação de riscos e construção de credibilidade em um mercado cada vez mais exigente. Conte com a Ecotrace nesse movimento e veja como a rastreabilidade pode ser prática, integrada e confiável, apoiando decisões estratégicas em cadeias cada vez mais reguladas e conectadas.
Referências e fontes consultadas
- Comissão Europeia — Regulamento EUDR
- FAO / WHO — Codex Alimentarius
- WOAH — World Organisation for Animal Health
- GACC — General Administration of Customs of China
- UK Government — Due Diligence & Modern Slavery Act
- OECD — Due Diligence Guidance
- ISO — International Organization for Standardization
- GS1 Global Standards
- FSC / PEFC / ISCC / Bonsucro / RTRS / LWG
Escrito em 08/01/2026.

