A pandemia do Covid-19 e o consumo de carne

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A pandemia do Covid-19 e o consumo de carne

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11
jun

A pandemia de Covid-19 afetou o mundo e trouxe inúmeras incertezas sobre o futuro da economia. Com diferentes países iniciando o processo de relaxamento das medidas de distanciamento social, nos próximos meses teremos mais clarezas dos efeitos nos diferentes setores.

O agronegócio brasileiro, até o momento, tem conseguido atravessar a turbulência com relativa tranquilidade.  Na agricultura a produtividade e demanda vem sendo mantidos, enquanto na pecuária as exportações vêm compensando a queda de consumo interno.

Embora a demanda chinesa venha mantendo o mercado de carne aquecido é nesse setor que a situação parece mais nebulosa. As consequências socioeconômicas da crise sanitária, como o aumento do desemprego, queda na renda e incerteza com o futuro, causam um enfraquecimento da demanda interna, em especial nos cortes nobres.

A questão é que essa queda no consumo de carne não se deu apenas no Brasil. Europa e Estados Unidos também apresentaram cenário semelhante. Nos EUA, por exemplo, a produção dos frigoríficos chegou a cair 40%.

 

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A pandemia vai afetar o consumo de carne?

 

O questionamento ao consumo de carne vem crescendo nos últimos anos, com um aumento visível de pessoas que reivindicam o veganismo ou vegetarianismo. As motivações para isso vão da preocupação com saúde, com o bem estar animal e o meio ambiente.

Com a pandemia deve-se se somar a essas vozes aqueles que apontam na criação e produção industrial de proteínas de origem animal como um risco para que novos vírus surjam e coloquem em risco os seres humanos.

Apesar do avanço dessas posições, em especial entre o público mais jovem, um mundo sem carne não parece estar em um horizonte próximo. Antes da crise sanitária, era previsto um aumento de 20% na produção de carne mundial.

 

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E esse cenário parece que não irá se alterar mesmo no mundo pós-Covid-19. Os frigoríficos estadunidenses que chegaram a registrar queda de 40% na produção, por exemplo, já dão sinais de retomadas.  E isso mesmo ainda havendo um alto número de contágios e mortes no país.

O consumo de carne não apenas se mostrou como fundamental para o desenvolvimento humano, como conta com raízes culturais profundas. Modificar esse hábito gastronômico de milhares de anos parece ser extremamente improvável. Principalmente em um momento onde nunca houve tanto oferta desse alimento.

Se a pandemia vai afetar o consumo de carne? Sem dúvidas, mas com muito menos profundidade do que alguns imaginam. A carne de porco, bovina e de aves ainda vai reinar e ser objeto de desejo nos pratos das famílias do mundo todo.

A questão real que deveria ser colocada é: como os produtores vão trabalhar para aprimorar e deixar a produção de carne mais sustentável, segura e livre de abusos contra os animais. Aqui a tecnologia deve desempenhar papel fundamental.

 

A tecnologia na produção de carne

 

Soluções, técnicas e protocolos já vêm sendo desenvolvidos e aplicados nesse sentido há anos, cenário que tende apenas a ser reforçado. Vale lembrar, contudo, que embora relacionados, não existe uma resposta única, necessitando do uso combinado de tecnologias.

A tecnologia blockchain, é uma poderosa aliada no controle de rebanhos, permitindo registrar cada etapa do ciclo de vida do produto, do pasto a mesa do consumidor, trazendo mais segurança e confiabilidade para todos os membros da cadeia produtiva.

A tecnologia blockchain se destaca pela sua capacidade de abarcar dados de diferentes formatos e origens, e mantém completa segurança das informações registradas. Para ter uma ideia do poder da solução, foi o seu desenvolvimento que viabilizou a criação das criptomoedas.

Para o consumidor a aplicação da tecnologia blockchain representa maior transparência e poder de escolha. Através de um código QR-code ele pode acessar todas as informações do produto com o seu celular.  

 

Saiba mais sobre a tecnologia blockchain:

 

Consumo de Carne, consumidora no Mercado

 

A era de que alimentos in natura são todos iguais acabou. Saber quem é o produtor, se  ele trabalha alinhada aos valores do consumidor e toma as medidas de segurança para oferecer um alimento sem riscos a saúde, serão essenciais na decisão de compra.

Se você é produtor agropecuário, não desanime. Os tempos são difíceis, mas a força do campo vai permitir atravessar esse momento e continuar a ser parte fundamental da economia, da qualidade de vida e do bem estar da sociedade.

Novos desafios com certeza virão com os novos tempos que se aproximam. Conte com a tecnologia para vencê-los e produzir mais e melhor! Até a próxima!

 

Referências: G1.globo.com / Revista Globo Rural / Beefpoint.com.br  / Canal Rural / Summitagro

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